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quinta-feira, 21 de agosto de 2014

São Pio X, realizou reformas na liturgia e favoreceu a comunhão diária

São Pio XCelebramos hoje um Papa que mereceu ser reconhecido por santo, embora na humildade típica das almas abençoadas, José Sarto respondia àqueles que o chamavam de santo: “Não santo, mas Sarto”.
Nascido em 1835 ao norte da Itália e de família muito simples e religiosa, o pequeno José, com muito esforço e sacrifício conseguiu – com o apoio dos pais – estudar e entrar para o Seminário. Com sua permanente autodefinição: “um pobre vigário da roça”, José Sarto percorreu com simplicidade o caminho que o Espírito Santo traçou da responsabilidade de vigário de uma pequena aldeia até o Papado.
Tomando o nome de Pio X, chamava a atenção pela modéstia e pobreza que o possibilitava à vivência da sua idéia-força: “Restaurar todas as coisas em Cristo”. São Pio X foi Papa de 1903 a 1914. Ocupado com a pastoral, São Pio X realizou reformas na liturgia, favoreceu a comunhão diária e a comunhão das crianças, sendo que no campo doutrinal rebateu por amor à Verdade o relativismo moderno.
Sorridente, pai e pastor, São Pio X entrou no Céu com 79 anos, deixando para a Igreja o seu testemunho de pobreza, pois conta-se o fato, tomou dinheiro emprestado para comprar as passagens de ida e volta rumo ao conclave que o teria escolhido Papa, pois não acreditava num erro do Espírito Santo.
São Pio X, rogai por nós!

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Santa Helena, dedicou-se ao Cristianismo

Santa HelenaLembramos neste dia a santa que depois da conversão se dedicou na ajuda ao Cristianismo no tempo da liberdade religiosa acontecida durante o Império Romano. Nascida no ano de 255 em Bitínia, de família plebéia, no tempo da juventude trabalhava numa pensão, até conhecer e casar-se com o oficial do exército romano, chamado Constâncio Cloro.
Fruto do casamento de Helena foi Constantino, o futuro Imperador, o qual tornou-se seu consolo quando Constâncio Cloro deixou-a para casar-se com a princesa Teodora e governar o Império Romano. Diante do falecimento do esposo, o filho que avançava na carreira militar substituiu o pai na função imperial, e devido a vitória alcançada nas portas de Roma, tornou-se Imperador.
Aconteceu que Helena converteu-se ao Cristianismo, ou ainda tenha sido convertida pelo filho que decidiu seguir Jesus e proclamar em 313 o Édito de Milão, o qual deu liberdade à religião cristã, isto depois de vencer uma terrível batalha a partir de uma visão da Cruz. Certeza é que no Império Romano a fervorosa e religiosa Santa Helena foi quem encontrou a Cruz de Jesus e ajudou a Igreja de Cristo, a qual saindo das catacumbas pôde evangelizar e com o auxílio de Santa Helena construir basílicas nos lugares santos.
Faleceu em 327 ou 328 em Nicomédia, pouco depois de sua visita à Terra Santa. Os seus restos foram transportados para Roma, onde se vê ainda agora, no Vaticano, o sarcófago de pórfiro que os inclui.
Santa Helena, rogai por nós!

domingo, 17 de agosto de 2014

São Jacinto, apóstolo da Polônia

Santo JacintoO santo de hoje nasceu no ano de 1183 em Cracóvia (Polônia) e chamava-se Jacó. Com o apoio da família, ingressou para a vida religiosa tendo conhecido São Domingos de Gusmão em Roma no ano de 1221. Desta forma, passou a fazer parte da Família Dominicana. Os Dominicanos, por sua vez, deram-lhe o nome de Frei Jacinto.
Documentos seguros indicam-nos que era pregador em Cracóvia, em 1228, no convento da Santíssima Trindade, e que pregava a cruzada contra os Prussianos em 1238. Morreu a 15 de agosto de 1257.
Era parente do Bispo de Cracóvia e durante a sua vida foram fundados os conventos de Breslau, Sandomir e Dantziga. Em 1228, a partir do capítulo geral dominicano de Paris, Jacinto juntamente com outros dominicanos foram transferidos para Rússia, onde sua evangelização atingiu também os Balcãs, a Prússia e a Lituânia. Substituíram os Cistercienses, menos bem preparados. Mas os Tártaros, em 1241 e 42, destruíram numerosos conventos e fizeram muitos mártires.
Depois da passagem deles, a obra apostólica foi retomada e Jacinto retornou à Cracóvia. Jacinto é considerado o apóstolo da Polônia. Desde 1260, três anos após sua morte, o seu túmulo atraía peregrinos. O culto dele abrangeu toda a Polônia. Foi canonizado pelo Papa Clemente VIII, em 1954.
São Jacinto, rogai por nós!

sábado, 16 de agosto de 2014

Santo Estevão da Hungria, devoto de Nossa Senhora

Santo Estevão da HungriaA grande alegria de Deus é ver os Seus projetos realizados na vida de Seus filhos, sendo assim os santos não foram aqueles que não tinham defeitos, mas pessoas pecadoras que se abriram e cooperaram com a obra do Espírito Santo em suas vidas. O santo de hoje, nascido no ano de 979, foi filho do primeiro duque húngaro convertido ao Cristianismo através da pregação de Santo Adalberto, Bispo de Praga.
Voik era o seu nome, até ser batizado na adolescência, recebendo o nome de Estevão, o primeiro mártir cristão, tendo sempre como guia e mestre o Bispo de Praga. Santo Estevão casou-se com a piedosa e inteligente Gisela, a qual muito lhe ajudou no governo do povo húngaro, já que precisou unificar muitas tribos dispersas e até mesmo bem usar a ação militar para conter oposições internas e externas.
Ele, até entrar no Céu em 1038, não precisou preocupar-se com a evangelização inicial do povo, mas ocupou-se do aprofundamento do seu povo na graça chamada Cristianismo. De todo o coração, alma e espírito, estreitou cada vez mais a comunhão com o Papa e a Igreja de Roma, isto sem esquecer de ajudar na formação de uma hierarquia eclesiástica húngara, assim como na construção de igrejas, mosteiros e na propagação da Sã Doutrina Católica e devoção a Nossa Senhora.
Santo Estevão, por ser “o primeiro Rei que consagrou a sua nação a Nossa Senhora”, tem uma estátua na Basílica de Nossa Senhora de Fátima e um vitral na capela do Calvário húngaro.
Santo Estevão da Hungria, rogai por nós!

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Assunção de Nossa Senhora, a Mãe de Deus

Assunção de Nossa SenhoraHoje, solenemente, celebramos o fato ocorrido na vida de Maria de Nazaré, proclamado como dogma de fé, ou seja, uma verdade doutrinal, pois tem tudo a ver com o mistério da nossa salvação. Assim definiu pelo Papa Pio XII em 1950 através da Constituição Apostólica Munificentissimus Deus:“A Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre foi assunta em corpo e alma à glória celestial.”
Antes, esta celebração, tanto para a Igreja do Oriente como para o Ocidente, chamava-se “Dormição”, porque foi sonho de amor. Até que se chegou ao de “Assunção de Nossa Senhora ao Céu”, isto significa que o Senhor reconheceu e recompensou com antecipada glorificação todos os méritos da Mãe, principalmente alcançados em meio às aceitações e oferecimentos das dores.
Maria contava com 50 anos quando Jesus subiu ao Céu. Tinha sofrido muito: as dúvidas do seu esposo, o abandono e pobreza de Belém, o desterro do Egito, a perda prematura do Filho, a separação no princípio do ministério público de Jesus, o ódio e perseguição das autoridades, a Paixão, o Calvário, a morte do Filho e, embora tanto sofrimento, São Bernardo e São Francisco de Sales é quem nos aponta o amor pelo Filho que havia partido como motivo de sua morte.
É probabilíssima, e hoje bastante comum, a crença de a Santíssima Virgem ter morrido antes que se realizasse a dispersão dos Apóstolos e a perseguição de Herodes Agripa, no ano 42 ou 44. Teria então uns 60 anos de idade. A tradição antiga, tanto escrita como arqueológica, localiza a sua morte no Monte Sião, na mesma casa em que seu Filho celebrara os mistérios da Eucaristia e, em seguida, tinha descido o Espírito Santo sobre os Apóstolos.
Esta a fé universal na Igreja desde tempos remotíssimos. A Virgem Maria ressuscitou, como Jesus, pois sua alma imortal uniu-se ao corpo antes da corrupção tocar naquela carne virginal, que nunca tinha experimentado o pecado. Ressuscitou, mas não ficou na terra e sim imediatamente foi levantada ou tomada pelos anjos e colocada no palácio real da glória. Não subiu ao Céu, como fez Jesus, com a sua própria virtude e poder, mas foi erguida por graça e privilégio, que Deus lhe concedeu como a Virgem antes do parto, no parto e depois do parto, como a Mãe de Deus.
Nossa Senhora da Assunção, rogai por nós!

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

São Maximiliano Maria Kolbe, mártir da caridade

São Maximiliano Maria KolpeCelebramos a santidade de vida daquele que enriqueceu o mundo e a Igreja ao tornar-se apóstolo pela imprensa, cavaleiro da Imaculada Virgem Maria e mártir da caridade. Raimundo Kolbe nasceu em 1894, na Polônia, numa família operária que o introduziu no seguimento de Cristo e, mais tarde, ajudou-o entrar para a família franciscana, onde tomou o nome de Maximiliano Maria.
Ao ser mandado para terminar sua formação em Roma, Maximiliano, inspirado pelo seu desejo de conquistar o mundo inteiro a Cristo por meio de Maria Imaculada, fundou o movimento de apostolado mariano chamado ‘Milícia da Imaculada’. Como sacerdote foi professor, mas em busca de ensinar o caminho da salvação, empenhou-se no apostolado através da imprensa e pôde, assim, evangelizar em muitos países, isto sempre na obediência às autoridades, tanto assim que deixou o fecundo trabalho no Japão para assumir a direção de um grande convento franciscano na Polônia.
Com o início da Segunda Grande Guerra Mundial, a Polônia foi tomada por nazistas e, com isto, Frei Maximiliano foi preso duas vezes, sendo que a prisão definitiva, ocorrida em 1941, levou-o para Varsóvia, e posteriormente, para o campo de concentração em Auschwitz, onde no campo de extermínio heroicamente evangelizou com a vida e morte. Aconteceu que diante da fuga de um prisioneiro, dez pagariam com a morte, sendo que um, desesperadamente, caiu em prantos:
“Minha mulher, meus filhinhos! Não os tornarei a ver!”. Movido pelo amor que vence a morte, São Maximiliano Maria Kolbe dirigiu-se ao Oficial com a decisão própria de um mártir da caridade, ou seja, substituir o pai de família e ajudar a morrer os outros nove e, foi aceita, pois se identificou: “Sou um Padre Católico”.
A 10 de Outubro de 1982, o Papa João Paulo II canonizou este seu compatriota, já beatificado por Paulo VI em 1971.
São Maximiliano Maria Kolbe, rogai por nós!

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Coreanos gostam tanto do Papa porque seu coração é grande, diz bispo de Daejeon

2014-08-13 Rádio Vaticana
 Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco partiu nesta quarta-feira, dia 13, para Seul, a bordo de um Airbus A330 da Companhia Alitalia, iniciando assim a viagem que o levará à Coreia do Sul, a terceira viagem apostólica internacional de seu Pontificado, após Brasil e Terra Santa. O avião que leva Francisco ao país asiático decolou às 16h14 de Roma (11h14 no horário de Brasília) partindo do aeroporto de Fiumicino, com chegada a Seul prevista para as 10h30 locais de quinta-feira (22h30 de Brasília, esta quarta-feira).
No primeiro dia em terras coreanas, o Papa encontrará a presidente da Coréia, Park Geun-Hye, as autoridades institucionais e uma representação do Corpo diplomático. Na tarde de quinta-feira, hora local, terá um encontro com os bispos coreanos.
O Santo Padre terá na sexta-feira, dia 15, o primeiro encontro com o povo coreano, quando, na solenidade da Assunção de Nossa Senhora, celebrará a missa no estádio de Daejeon. Entrevistado pela Rádio Vaticano, o bispo da cidade, Dom Lazzaro You Heung-sik, nos fala sobre a preparação feita à espera do Papa:
Dom Lazzaro You Heung-sik:- "Procuramos preparar-nos bem, fazendo todos nossa parte, isto é, rezando. As coisas devem ser iniciadas sempre com a oração. O importante é colaborar juntos, não sozinhos, e criar um clima de comunhão recíproca."
RV: Por que, a seu ver, os coreanos e, em geral, os asiáticos, gostam tanto do Papa Francisco?
Dom Lazzaro You Heung-sik:- "Porque seu coração é grande. Quando estive em audiência com o Santo Padre, vi que em seus tempos de Argentina ele teve uma belíssima experiência com os coreanos, sacerdotes e irmãs. Ele gosta muito da evangelização da Coreia, a entrada do cristianismo através de um leigo. Muitos deram a vida como mártires e ele sempre viu nisso um grande milagre. Agora, este testemunho dos mártires coreanos é visto por ele como um bom exemplo para os jovens asiáticos e para os cristãos em geral."
RV: O Papa Francisco escolheu a Coreia como primeira ponte para a nova evangelização voltada para a Ásia. Como coreanos, vocês sentem essa responsabilidade?
Dom Lazzaro You Heung-sik:- "Eu sim e penso que muitos coreanos estejam entendendo isso. Ano passado eu disse ao Santo Padre e ao Cardeal Filoni que 30 anos atrás, celebrando o bicentenário da Igreja Católica na Coreia, a Igreja entendeu um pouco de si mesma. De fato, até aquele momento a Igreja tinha sido sempre perseguida. Cinco anos depois, durante o Congresso Eucarístico Internacional, nos tornamos, como recitava o slogan, "pão para os outros". Em seguida, começamos a ir ao encontro dos outros com obras sociais e assim por diante. Agora, após 25 anos, em 2014, o Santo Padre vem à Coreia e, a meu ver, a Coreia espera agora enviar muitos missionários para outros países da Ásia e para o mundo. Isso é muito importante para mim: sair de si mesmos e ir para o mundo. O Papa falará a nós com a voz do Espírito Santo. De nossa parte, e também de minha parte, é importante ter o coração aberto e que o que quer que diga o Papa, essa palavra e essa mensagem continuem seguindo adiante no futuro." (RL)

Site Fonte: http://www.news.va/pt/news/coreanos-gostam-tanto-do-papa-porque-seu-coracao-e#
Nesse link você também verá o player com o áudio.

Inicia hoje viagem apostólica do Papa Francisco à Coreia do Sul, onde participará num encontro de jovens asiáticos

2014-08-13 Rádio Vaticana
O Papa Francisco partiu nesta quarta-feira, dia 13, às 16 horas, para a sua visita à Coreia do Sul, que se concluirá na próxima segunda-feira, 16. O avião da Alitalia que transportará o Santo Padre, com os seus acompanhantes e dezenas de jornalistas de todo o mundo, sobrevoará o espaço aéreo de nove países: Croácia, Eslovénia, Áustria, Eslováquia, Polónia, Bielorrússia, Rússia, Mongólia e China. A chegada a Seul está prevista para as 10.30 de amanhã, quinta-feira, após uma viagem de onze horas e meia, percorrendo quase 9.000 Km
Motivo principal desta visita do Papa à Coreia é participar na Jornada da Juventude Asiática, que se realiza em Daejeon, uns 140 Km a sul da capital Seul. Tema deste sexto encontro continental: “Juventude asiática desperta! A glória dos mártires resplandece sobre ti!”. O Santo Padre procederá também à beatificação dos primeiros 124 mártires coreanos. Para além das autoridades do país, o Papa Francisco terá um encontro com os Bispos coreanos e outro com os Bispos do continente asiático e encontrar-se-á também com as comunidades religiosas católicas, com líderes do laicado católico, com líderes religiosos do país. Visitará também um centro de pessoas com deficiência e celebrará uma Missa pela paz e reconciliação na Coreia, na catedral de Seul. Esta é a terceira viagem internacional do Papa Francisco, após a que realizou ao Brasil, em julho do ano passado, para as JMJ do Rio de Janeiro, e à Terra Santa, em maio deste ano.
É a primeira viagem ao continente asiático deste milénio. De facto, a última visita papal à Ásia foi a que realizou o Papa Wojtyla em 1999, à Índia. É a terceira vez que a Coreia do Sul recebe um Papa. João Paulo II deslocou-se aí duas vezes: em 1986, para celebrar os 200 anos da Igreja Católica no país, regressando três anos depois, em 1989, por ocasião do 44º Congresso Eucarístico Internacional.

Site Fonte: http://www.news.va/pt/news/inicia-hoje-viagem-apostolica-do-papa-francisco-a

O Papa alerta as Nações Unidas para o drama no Iraque e pede esforços concretos

2014-08-13 Rádio Vaticana
O Vaticano divulgou na manhã desta quarta-feira, 13, uma carta escrita pelo Papa Francisco, sábado, 9, ao Secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, a respeito da situação no Iraque.
Com o coração apertado e angustiado, acompanhei os dramáticos acontecimentos dos últimos dias no norte do Iraque, onde os cristãos e as outras minorias religiosas foram obrigados a fugir das suas casas e a assistir à destruição dos seus lugares de culto e do património religioso. Comovido com esta situação, pedi ao Cardeal Fernando Filoni, Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, que foi Núncio no Iraque nos Pontificados de João Paulo II e Bento XVI, para manifestar a minha proximidade espiritual e expressar a minha preocupação, assim como de toda a Igreja Católica, com o intolerável sofrimento de pessoas que desejam somente viver em paz, harmonia e liberdade na terra dos seus antepassados”.
“Neste mesmo espírito, escrevo para si, senhor Secretário-geral, e lhe exponho as lágrimas, os sofrimentos e os gritos de desespero dos cristãos e das outras minorias religiosas na amada terra do Iraque. Ao renovar o meu apelo urgente à comunidade internacional para intervir e pôr fim à tragédia humanitária em andamento, encorajo todos os organismos competentes da ONU, especialmente os responsáveis pela segurança, a paz, o direito humanitário e a assistência aos refugiados, a prosseguirem os seus esforços, em conformidade com o Preâmbulo e os artigos pertinentes da Carta das Nações Unidas”.
Os ataques violentos que se têm alastrado ao longo do norte do Iraque não podem ficar indiferentes às consciências de todos os homens e mulheres de boa-vontade e devem despertá-los para ações concretas de solidariedade em defesa dos atingidos ou ameaçados pela violência e assegurar a assistência necessária e urgente aos desabrigados além do seu retorno seguro às suas cidades e casas”.
“As trágicas experiências do século XX e a elementar compreensão da dignidade humana exigem que a comunidade internacional – através de normas e mecanismos de direito internacional – faça tudo o que for possível para deter e prevenir novas violências sistemáticas contra as minorias étnicas e religiosas”.
“Confiante que o meu apelo, unido ao dos Patriarcas Orientais e de outros líderes religiosos, encontre uma resposta positiva, colho a ocasião para renovar a minha mais elevada consideração”, assina o Papa.

Site Fonte: http://www.news.va/pt/news/o-papa-alerta-as-nacoes-unidas-para-o-drama-no-ira

As finalidades e os efeitos da Santa Missa

Versão áudio

Em sua encíclica Mediator Dei, o venerável Papa Pio XII presenteou todo o povo cristão com um verdadeiro tesouro doutrinal, explicando com precisão e eloquência o que é a sagrada liturgia e em que consiste o sacrifício da Santa Missa.
É na segunda parte deste documento, de modo particular, que Sua Santidade, a partir das sentenças dogmáticas do imortal Concílio de Trento, desenvolve o seu Magistério sobre a celebração eucarística.
Ele começa por explicar a sua natureza: "O augusto sacrifício do altar não é (...) uma pura e simples comemoração da paixão e morte de Jesus Cristo, mas é um verdadeiro e próprio sacrifício, no qual, imolando-se incruentamente, o sumo Sacerdote faz aquilo que fez uma vez sobre a cruz, oferecendo-se todo ao Pai, vítima agradabilíssima"01. Substancialmente, o sacrifício do Calvário e o sacrifício eucarístico são o mesmo sacrifício. Quando o sacerdote sobe ao altar e, emprestando a Cristo a sua língua e a sua mão02, oferece a Santa Missa por todos os homens, está fazendo não só a mesma coisa que Jesus fez naquela ceia derradeira03, mas também aquele ato de entrega realizada no madeiro da Cruz. A diferença é que, enquanto no Calvário Jesus se entregou de modo cruento, isto é, derramando o Seu sangue, na última ceia e nos altares de nossas igrejas este sacrifício é oferecido sem derramamento de sangue ("incruentamente"). Preleciona Pio XII:
"Na cruz, com efeito, ele se ofereceu todo a Deus com os seus sofrimentos, e a imolação da vítima foi realizada por meio de morte cruenta livremente sofrida;no altar, ao invés, por causa do estado glorioso de sua natureza humana, 'a morte não tem mais domínio sobre ele' (Rm 6, 9) e, por conseguinte, não é possível a efusão do sangue; mas a divina sabedoria encontrou o modo admirável de tornar manifesto o sacrifício de nosso Redentor com sinais exteriores que são símbolos de morte. Já que, por meio da transubstanciação do pão no corpo e do vinho no sangue de Cristo, têm-se realmente presentes o seu corpo e o seu sangue; as espécies eucarísticas, sob as quais está presente, simbolizam a cruenta separação do corpo e do sangue. Assim o memorial da sua morte real sobre o Calvário repete-se sempre no sacrifício do altar, porque, por meio de símbolos distintos, se significa e demonstra que Jesus Cristo se encontra em estado de vítima."04
Assim, é importante explicar: durante a celebração da Santa Missa, Jesus não está, por assim dizer, "sofrendo de novo" o Calvário, experimentando a agonia da coroa de espinhos ou carregando novamente todo o peso da cruz. A entrega feita no sacrifício eucarístico, no entanto, é a mesma: o oferente é o próprio Jesus – "é Ele mesmo quem preside invisivelmente toda Celebração Eucarística"05 – e trata-se da mesma vítima: "o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo"06A diferença de modo entre as duas é apenas acidental, não muda a substância do sacrifício.
Pela transubstanciação, estão presentes debaixo das espécies do pão e do vinho Jesus Cristo em corpo, sangue, alma e divindade. Por força do sacramento, no pão está o Seu corpo e, no vinho, o Seu sangue; mas, pela realidade dos fatos, Jesus todo está presente tanto no pão quanto no vinho. É assim porque, estando Ele ressuscitado e no Céu em corpo glorioso, não pode mais ser separado. O uso do pão e do vinho como matéria deste sacramento, no entanto, significa esta "cruenta separação" do Seu corpo e do Seu sangue, ocorrida na Cruz.
Pio XII também indica que não só o ministro e a vítima dos dois sacrifícios são "idênticos", mas também os fins.
O primeiro deles é a glorificação de Deus (latrêutico). Trata-se da "adoração". A típica atitude de adoração consiste em pôr-se de joelhos diante de Deus, rebaixando-se diante d'Ele e reconhecendo-se um nada. Na Cruz, Jesus adorou o Pai de modo perfeitíssimo. "Sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de um escravo e assemelhando-se aos homens. E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz"07.
Durante a Santa Missa, por mais que se tenha um sacerdote ou uma assembleia indigna, Jesus está oferecendo a mesma adoração perfeita que ofereceu no madeiro da Cruz. Ainda que todos os seres humanos e todos os anjos juntos cultuassem a Deus, não conseguiriam jamais superar o valor desta oferta do próprio Deus. Por esse motivo, é impossível comparar o augusto Sacrifício do altar com as chamadas "celebrações da Palavra". Se por um lado estas celebrações comunitárias são importantes em lugares com carência de padres, por outro, é realmente muito triste que a sua frequência indevida acabe por obscurecer as diferenças substanciais entre a Missa e uma simples "reunião fraterna". Na Missa, o padre age in persona Christi; na celebração da Palavra, ao invés, ainda que a comunidade faça parte do Corpo Místico de Cristo, não há como ocorrer a consagração do pão e do vinho, uma vez que "o povo (...) não pode de nenhum modo gozar dos poderes sacerdotais"08.
A segunda finalidade da Missa é eucarística, ou seja, dar a Deus ação de graças. O homem, que tudo recebe de Deus, tem-lhe uma dívida de ação de graças que não poderia jamais pagar, a menos que o Senhor mesmo não se fizesse homem e sanasse esta dívida por ele. "A Eucaristia é um sacrifício de ação de graças ao Pai, uma bênção pela qual a Igreja exprime seu reconhecimento a Deus por todos os seus benefícios, por tudo o que ele realizou por meio da criação, da redenção e da santificação. (...) Este sacrifício de louvor só é possível através de Cristo: Ele une os fiéis à sua pessoa, ao seu louvor e à sua intercessão, de sorte que o sacrifício de louvor é oferecido por Cristo e com ele para ser aceito nele"09.
O terceiro fim deste memorial é propiciatório, isto é, oferecer uma expiação pelos nossos pecados. Com o pecado, o homem ofende a Deus e Este, por sua vez, espera do homem, além do arrependimento, a reparação de sua ofensa. Se os sacrifícios oferecidos pelos antigos "simplesmente devolviam a Deus as coisas que Ele mesmo havia criado: touros, ovelhas, pão e vinho", na Santa Missa, "irrompe um elemento novo e maravilhoso: pela primeira vez e todos os dias, a humanidade pode já oferecer a Deus um dom digno dEle: o dom do seu próprio Filho, um dom de valor infinito, digno de Deus infinito"10. Só desta forma os crimes cometidos pelo homem contra Deus podem ser plenamente satisfeitos.
Por fim, a quarta finalidade da Missa é impetratória: Jesus "nos dias de sua vida mortal, dirigiu preces e súplicas, entre clamores e lágrimas, àquele que o podia salvar da morte, e foi atendido pela sua piedade"11Nos altares de nossas igrejas, Jesus continua colocando-se entre a humanidade e o Pai e pedindo a Ele as graças necessárias para nossa salvação.
Para lograr os efeitos da redenção de Jesus, no entanto, é preciso que o homem se abra a Deus. Por isso, ensina Pio XII, "é necessário que depois de haver resgatado o mundo com o elevadíssimo preço de si mesmo, Cristo entre na real e efetiva posse das almas"12. Para ilustrar que, mesmo oferecendo o Santo Sacrifício por todos os homens, apenas alguns muitos verdadeiramente aproveitam de sua eficácia, o Santo Padre faz uma bela analogia: "Pode-se dizer que Cristo construiu no Calvário uma piscina de purificação e de salvação e a encheu com o sangue por ele derramado; mas se os homens não mergulham nas suas ondas e aí não lavam as manchas de sua iniquidade, não podem certamente ser purificados e salvos"13.
Para tanto, urge que os fiéis participem "do santo sacrifício eucarístico, não com assistência passiva, negligente e distraída, mas com tal empenho e fervor que os ponha em contato íntimo com o sumo sacerdote (...), oferecendo com ele e por ele, santificando-se com ele"14.
O protagonista da Sagrada Liturgia é Jesus, que oferece ao Pai o dom precioso de Si mesmo. Não é a comunidade que está no centro da Missa; a ação principal não está sendo realizada nem pelo sacerdote nem pela assembleia, mas por Jesus. Para participar ativamente da Santa Missa, os fiéis devem ser motivados a perscrutar o que se passa no altar, e não inventar jograis, danças ou outras coisas que, em última instância, acabam desviando o foco de toda a ação litúrgica da Cruz.
Padre Paulo Ricardo

Santos Ponciano e Hipólito

Santo PoncianoOs santos de hoje, viveram caminhos que se chocaram durante a vida, no entanto, Ponciano e Hipólito se reconciliaram quando enfrentaram o exílio. Ponciano foi zeloso Papa da Igreja de Cristo, eleito em 230, enquanto Hipólito, um fecundo escritor e orador.
Aconteceu que, naquele tempo, rompeu um cisma na Igreja, onde Hipólito defendia um tal rigorismo que os adúlteros, fornicadores e apóstatas não mereceriam perdão, mesmo diante de arrependimento. Ponciano, o Papa da Misericórdia, não concordava com este duro princípio e nem outras reflexíveis cheias de boa fé, porém que não revelavam o coração do Pai, o qual escolheu a Igreja como instrumento deste amor que perdoa e salva.
Ponciano, que confirmava a fé nos cristãos, diante do clima de perseguição criado pelo imperador Maximiano, foi denunciado e, por isso, preferiu prudentemente renunciar ao serviço de Papa, visando o bem da Igreja e acolheu o exílio. Na ilha da Sardenha encontrou exilado também o sacerdote Hipólito e, em meio aos trabalhos forçados, se reconciliaram, sendo que Hipólito renunciou aos seus erros, antes de colherem em 235 o “passaporte” do Céu, ou seja o martírio.
Santos Ponciano e Hipólito, rogai por nós!

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Santa Clara

Santa Clara“Clara de nome, mais clara de vida e claríssima de virtudes!” Neste dia, celebramos a memória da jovem inteligente e bela que se tornou a ‘dama pobre’.
Santa Clara nasceu em Assis (Itália), no ano de 1193, e o interessante é que seu nome vem de uma inspiração dada a sua fervorosa mãe, a qual [inspiração] lhe revelou que a filha haveria de iluminar o mundo com sua santidade.
Pertencente a uma nobre família, destacou-se desde cedo pela sua caridade e respeito para com os pequenos, por isso, ao deparar com a pobreza evangélica vivida por Francisco de Assis apaixonou-se por esse estilo de vida.
Em 1212, quando tinha apenas dezoito anos, a jovem abandonou o seu lar para seguir Jesus mais radicalmente. Para isso foi ao encontro de Francisco de Assis na Porciúncula e teve seus lindos cabelos cortados como sinal de entrega total ao Cristo pobre, casto e obediente. Ao se dirigir para a igreja de São Damião, Clara – juntamente com outras moças – deu início à Ordem, contemplativa e feminina, da Família Franciscana (Clarissas), da qual se tornou mãe e modelo, principalmente no longo tempo de enfermidade, período em que permaneceu em paz e totalmente resignada à vontade divina.
Nada podendo contra sua fé na Eucaristia, pôde ainda se levantar para expulsar – com o Santíssimo Sacramento – os mouros (homens violentos que desejavam invadir o Convento em Assis) e assistir, um ano antes de sua morte em 1253, a Celebração da Eucaristia, sem precisar sair de seu leito. Por essa razão é que a santa de hoje é aclamada como a “Patrona da Televisão”.
Santa Clara, rogai por nós!

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