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terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Viva a celebração do Natal com alegria e em família



Nesse Natal deixe que, a luz do Menino Jesus, resplandeça no seu coração


No Natal, festejamos o nascimento de Jesus Cristo, o dom que o Pai nos faz. Quanto bem, Deus Pai, faz para seus filhos e suas filhas! Tudo, e o melhor de tudo, Ele dá a nós, como se nada reservasse para si mesmo. Deus abre o seu coração, seu tesouro e seu segredo. Deus se aproxima de nós, de cada um de nós para nos amar, cuidar de nós, dar-se a nós e nos salvar. Mais: Ele oferece a Sua própria vida para ser nossa vida. Fomos criados para viver vida divina. Pelo próprio Deus, fomos feitos para abrigar em nosso viver o Filho, que no Natal nasce. Ele é a nossa vida, à saciedade. É a festa que o Céu nos dá. O que cabe a nós? A nós cabe abraçar essa vida e vivê-la. Cabe a nós deixar o Filho, que nos é dado, viver em nós, para nós e por nós.

Viva a celebração do Natal com alegria e em família
Foto Ilustrativa: FatCamera / by Getty Images
O Natal é o acontecimento central de nossa história, pois o Verbo de Deus assume a carne humana. Agradeçamos, pois, ao Altíssimo pelo dom do seu Filho, “nascido por nós à beira do caminho e deitado numa manjedoura”. Nele, nós somos chamados a sermos filhos, a sermos abençoados com toda a bênção, escolhidos para ser santos. Alegremo-nos e exultemos, bendigamos ao Pai que tanto amou a humanidade a ponto de, na plenitude dos tempos, enviar-lhe o próprio Filho que, “no seio da santa e gloriosa Virgem Maria, recebeu carne da nossa humanidade e fragilidade”.



Viva a noite de Natal

No Natal, a noite fica clara como o dia. Nessa noite, somos chamados a cantar a simplicidade, louvar a pobreza e recomendar a humildade, e a celebrar a gratuidade divina, manifestada no Primogênito de todas as criaturas. Compreendemos que tudo vem de Deus e tudo a Ele deve retornar. Deus vem a nós para nos libertar de toda forma de escravidão, sem nada exigir, sem impor condições. Tudo fez por amor, para restaurar em nós a identidade original de filhos e filhas de Deus. Assim, livres, expropriados e interiormente pacificados, já não vemos a criação como objeto de conquista para saciar nossa ambição de poder, prazer, aparecer e ter. Seremos novamente capazes de vê-la como manifestação da gratuidade de Deus. Aqui começa a civilização do amor, vivida como fraternidade universal. E qual será nossa resposta? Nossa resposta é dar o que somos e o que recebemos como dom: misericórdia, amor, alegria, paz.

A encarnação de Jesus Cristo, não só torna possível a plena comunhão com o Pai, mas também nos envolve na missão confiada ao Filho. Quem foi atingido pela beleza do amor encarnado, essas pessoa não pode viver sem difundi-lo. Não existe mais vocação, sem missão. Somos chamados a ficar com Jesus para, com Ele construir a civilização do amor, a fraternidade universal; para encher a terra com o Evangelho de Cristo. O convite é abraçar e acolher, com todo o nosso ser, a Palavra, e fazer da missão a razão de ser de nosso existir: sejamos para os outros o que Jesus Cristo veio ser para nós.

A tarefa – de nós cristãos – não consiste em acumular riquezas para resolver os problemas das pessoas. Nossa tarefa consiste, sobretudo, em estar com as pessoas, e estar ali com simplicidade e humildade. Nossa missão não consiste tanto em falar de Jesus ou em transmitir alguma doutrina menos ou mais inspirada, mas em testemunhar a própria vida de Jesus, refletida como num espelho e tornada sensível em nossa vida.
Feliz nascimento de Cristo na sua vida e na sua família. Feliz Natal 2017!

Canção Nova


Nossa Senhora de Guadalupe - Padroeira de toda a América

Nossa Senhora de Guadalupe foi declarada “Padroeira de toda a América” pelo Papa Pio XII


Num sábado, no ano de 1531, a Virgem Santíssima apareceu a um indígena que, de seu lugarejo, caminhava para a cidade do México a fim de participar da catequese e da Santa Missa enquanto estava na colina de Tepeyac, perto da capital. Este índio convertido chamava-se Juan Diego (canonizado pelo Papa João Paulo II em 2002).

Nossa Senhora disse então a Juan Diego que fosse até o bispo e lhe pedisse que naquele lugar fosse construído um santuário para a honra e glória de Deus.

Nossa Senhora de GuadalupeO bispo local, usando de prudência, pediu um sinal da Virgem ao indígena que, somente na terceira aparição, foi concedido. Isso ocorreu quando Juan Diego buscava um sacerdote para o tio doente: “Escute, meu filho, não há nada que temer, não fique preocupado nem assustado; não tema esta doença, nem outro qualquer dissabor ou aflição. Não estou eu aqui, a seu lado? Eu sou a sua Mãe dadivosa. Acaso não o escolhi para mim e o tomei aos meus cuidados? Que deseja mais do que isto? Não permita que nada o aflija e o perturbe. Quanto à doença do seu tio, ela não é mortal. Eu lhe peço, acredite agora mesmo, porque ele já está curado. Filho querido, essas rosas são o sinal que você vai levar ao Bispo. Diga-lhe em meu nome que, nessas rosas, ele verá minha vontade e a cumprirá. Você é meu embaixador e merece a minha confiança. Quando chegar diante dele, desdobre a sua “tilma” (manto) e mostre-lhe o que carrega, porém, só em sua presença. Diga-lhe tudo o que viu e ouviu, nada omita…”

O prelado viu não somente as rosas, mas o milagre da imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, pintada prodigiosamente no manto do humilde indígena. Ele levou o manto com a imagem da Santíssima Virgem para a capela, e ali, em meio às lágrimas, pediu perdão a Nossa Senhora. Era o dia 12 de dezembro de 1531.

Uma linda confirmação deu-se quando Juan Diego fora visitar o seu tio, que sadio narrou: “Eu também a vi. Ela veio a esta casa e falou a mim. Disse-me também que desejava a construção de um templo na colina de Tepeyac e que sua imagem seria chamada de ‘Santa Maria de Guadalupe’, embora não tenha explicado o porquê”. Diante de tudo isso muitos se converteram e o santuário foi construído.

O grande milagre de Nossa Senhora de Guadalupe é a sua própria imagem. O tecido, feito de cacto, não dura mais de 20 anos e este já existe há mais de quatro séculos e meio. Durante 16 anos, a tela esteve totalmente desprotegida, sendo que a imagem nunca foi retocada e até hoje os peritos em pintura e química não encontraram na tela nenhum sinal de corrupção.

No ano de 1971, alguns peritos inadvertidamente deixaram cair ácido nítrico sobre toda a pintura. E nem a força de um ácido tão corrosivo estragou ou manchou a imagem. Com a invenção e ampliação da fotografia descobriu-se que, assim como a figura das pessoas com as quais falamos se reflete em nossos olhos, da mesma forma a figura de Juan Diego, do referido bispo e do intérprete se refletiu e ficou gravada nos olhos do quadro de Nossa Senhora. Cientistas americanos chegaram à conclusão de que estas três figuras estampadas nos olhos de Nossa Senhora não são pintura, mas imagens gravadas nos olhos de uma pessoa viva.

Declarou o Papa Bento XIV, em 1754: “Nela tudo é milagroso: uma Imagem que provém de flores colhidas num terreno totalmente estéril, no qual só podem crescer espinheiros… uma Imagem estampada numa tela tão rala que através dela pode se enxergar o povo e a nave da Igreja… Deus não agiu assim com nenhuma outra nação”.

Coroada em 1875 durante o Pontificado de Leão XIII, Nossa Senhora de Guadalupe foi declarada “Padroeira de toda a América” pelo Papa Pio XII no dia 12 de outubro de 1945.

No dia 27 de janeiro de 1979, durante sua viagem apostólica ao México, o Papa João Paulo II visitou o Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe e consagrou a Mãe Santíssima toda a América Latina, da qual a Virgem de Guadalupe é Padroeira.

Nossa Senhora de Guadalupe, rogai por nós!

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Assumir comportamento humilde e manso, pede o Papa durante Ângelus

Francisco, em sua tradicional prece dominical, lembrou os exemplos de Cristo para que possamos amar ao próximo e preencher os vazios de nossas vidas


Da redação CN, com Rádio Vaticano

Ângelus
Papa Francisco durante o Ângelus deste domingo, 10 / Foto: Reprodução CTV
Neste domingo, 10, o Papa Francisco se dirigiu aos fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro durante sua usual prece mariana do Ângelus, oportunidade na qual citou os exemplos de humildade e mansidão deixados por Jesus Cristo.

“É um tempo para reconhecer os vazios a serem preenchidos em nossas vidas, para aplanar as asperezas do orgulho e criar espaço para a chegada de Jesus”, disse o Santo Padre.

O Sucessor de Pedro recordou a passagem bíblica do profeta Isaías, quando anuncia o fim de seu exílio na Babilônia e retorno a Jerusalém. Nesta passagem, ele profetiza para que o caminho do Senhor seja preparado no deserto, a fim de que todos os vales sejam nivelados. “Estes vales representam todo o vazio do nosso comportamento diante de Deus, todos os nossos pecados de omissão. O vazio em nossa vida pode ser porque não rezamos ou rezamos pouco”, advertiu Francisco.

Outro vazio citado pelo Papa pode ser a falta de amor ao próximo, sobretudo em relação às pessoas que precisam de ajuda não apenas material, mas também espiritual. “Somos chamados a prestar mais atenção às necessidades dos outros, de estarmos mais próximos, como João Batista, poderemos assim abrir caminhos no deserto árido do coração de muitas pessoas”, exortou.

Ainda sobre o profeta Isaías, o Pontífice recordou seus ensinamentos quando o profeta fala sobre rebaixar os montes e colinas ― uma analogia às nossas falhas morais. “O orgulho, a soberba e a prepotência devem ser rebaixados, pois onde isto existe o Senhor não pode entrar, precisamos assumir um comportamento de mansidão e humildade, sem chamar atenção, e assim preparar a vinda de nosso Salvador, pois este sim é manso e humilde de coração”, disse.

Para que a glória do Senhor apareça, devemos eliminar todos os obstáculos que se impõe em nosso caminho junto a Ele. “Para que o terreno acidentado se torne plano, para que a Glória do Senhor se manifeste e todos os homens juntos irão vê-las. Essas ações devem ser realizadas com alegria, pois são uma preparação à chegada de Jesus”, afirmou o Santo Padre.

Prêmio Nobel

Ao final deste Ângelus, o Papa recordou a entrega do Prêmio Nobel pelo fim do uso das armas nucleares. Segundo Francisco, este reconhecimento se realiza juntamento ao Dia das Nações Unidas para os Direitos Humanos ― que, nas palavras do Santo Padre, destacam as fortes ligações entre os Direitos Humanos e o desarmamento nuclear.

“De fato, comprometer-se com a dignidade da tutela de todas as pessoas, em particular com as mais frágeis e desfavorecidas, significa trabalhar com determinação para construir um mundo sem armas nucleares. Que Deus nos dê a capacidade de colaborar a fim de construir a nossa casa comum. Temos a liberdade e a inteligência de guiar a tecnologia, de limitar o nosso poder a serviço da paz e do verdadeiro progresso”, ponderou.

Por fim, o Sucessor de Pedro manifestou suas preocupações com o povo indiano, vítima do ciclone Ockhi, que deixou algumas dezenas de pessoas mortas, e com o povo albanês, que sofreu perdas irreparáveis com grandes inundações que atingiram o país recentemente.




É preciso deixar-se consolar pelo Senhor, pede Papa


Em homilia, Francisco apontou o negativismo e a amargura como fatores que impedem o ser humano de deixar-se consolar por Deus


Da redação CN, com Rádio Vaticano

De acordo com Francisco os homens que se lamentam diante de Deus, acabam não o louvando /Foto: Rádio Vaticano
“É mais fácil consolar os outros do que deixar-se consolar”, afirmou Papa Francisco na Missa desta segunda-feira, 11, na capela da Casa Santa Marta. A homilia, que destacou a primeira leitura extraída do Profeta Isaías (Is 35,1-10), apresenta segundo o Pontífice, um Senhor consolador, que salva e dá coragem para os que desejam abandonar egoísmos, amarguras e reclamações.

O negativismo foi apontado por Francisco como um dos fatores que prendem o ser humano à ferida do pecado, e o impedem de deixar-se consolar, mesmo ciente da maravilha que é ser consolado por Deus. “Muitas vezes, há a preferência por permanecer ali, sozinho, ou seja, na cama. (…) Para esses corações amargos, é mais belo o amargo do que o doce”, alertou.

A amargura, segundo o Papa, sempre leva a expressões de lamentação, que passam a acompanhar a vida, cozinham os sentimentos no ressentimento e fazem memória ao pecado original. Francisco citou o Profeta Jonas como um exemplo de “prêmio Nobel das lamentações” por ter fugido e se queixado de Deus, mas o valorizou por ter retomado a missão.

O Pontífice fez um relato sobre um bom sacerdote que se lamentava de tudo. “Tinha a qualidade de encontrar a mosca no leite”, contou. “Era um bom sacerdote, no confessionário diziam que era muito misericordioso, era idoso e os seus companheiros de presbitério imaginavam como seria a sua morte e sua chegada ao céu: ‘A primeira coisa que diria a São Pedro, em vez de saudá-lo, seria: ‘Onde está o inferno?’”, exemplificou Francisco.

Diante da amargura, do rancor, das lamentações, o Santo Padre afirmou que as palavras da Igreja e de Jesus são “coragem”, “levanta-se”. “Não é fácil (…) deixar-se consolar pelo Senhor,- é preciso despojar-se de nossos egoísmos, daquelas coisas que são o próprio tesouro, como as amarguras, as reclamações, tantas coisas. Faria bem hoje se cada um de nós fizesse um exame de consciência: como está o meu coração? Tem amarguras? Alguma tristeza? Como vai a minha linguagem? É de louvor a Deus, de beleza, ou sempre de lamentações?” indagou.

Por fim Francisco pediu ao Senhor a graça da coragem, porque na coragem é possível deixar-se consolar. “É preciso deixar-se consolar pelo Senhor (…). Senhor, venha nos consolar”, rogou.



domingo, 10 de dezembro de 2017

Sementes de fé - 10/12/2017

Monsenhor Antônio José de Moraes
Pároco da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Brasil

sábado, 9 de dezembro de 2017

Sementes de fé - 09/12/2017

Monsenhor Antônio José de Moraes
Pároco da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Brasil

São Juan Diego Cuauhtlatoatzin

Juan Diego, abriu sua túnica, as flores caíram e no tecido apareceu impressa a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe


Os registros oficiais narram que Juan Diego, para nós João Diego, nasceu em 1474 na Calpulli, ou melhor, no bairro de Tlayacac ao norte da atual Cidade do México. Era um índio nativo, que antes de ser batizado tinha o nome de Cuauhtlatoatzin, traduzido como “águia que fala” ou “aquele que fala como águia”.

sao-juan-diegoEra um índio pobre, pertencia a mais baixa casta do Império Azteca, sem ser, entretanto, um escravo. Dedicava-se ao difícil trabalho no campo e à fabricação de esteiras. Possuía um pedaço de terra, onde vivia feliz com a esposa, numa pequena casa, mas não tinha filhos.

Atraído pela doutrina dos padres franciscanos que chegaram ao México em 1524, se converteu e foi batizado, junto como sua esposa. Receberam o nome cristão de João Diego e Maria Lúcia, respectivamente. Era um homem dedicado, religioso, que sempre se retirava para as orações contemplativas e penitências. Costumava caminhar de sua vila à Cidade do México, a quatorze milhas de distância, para aprender a Palavra de Cristo. Andava descalço e vestia, nas manhãs frias, uma roupa de tecido grosso de fibra de cactos como um manto, chamado tilma ou ayate, como todos de sua classe social.

A esposa, Maria Lúcia, ficou doente e faleceu em 1529. Ele, então, foi morar com seu tio, diminuindo a distância da igreja para nove milhas. Fazia esse percurso todo sábado e domingo, saindo bem cedo, antes do amanhecer. Durante uma de suas idas à igreja, no dia 9 de dezembro de 1531, por volta de três horas e meia, entre a vila e a montanha, ocorreu à primeira aparição de Nossa Senhora de Guadalupe, num lugar hoje chamado “Capela do Cerrinho”, onde a Virgem Maria o chamou em sua língua nativa, nahuatl, dizendo: “Joãozinho, João Dieguito”, “o mais humilde de meus filhos”, “meu filho caçula”, “meu queridinho”.

A Virgem o encarregou de pedir ao bispo, o franciscano João de Zumárraga, para construir uma igreja no lugar da aparição. Como o bispo não se convenceu, ela sugeriu que João Diego insistisse. No dia seguinte, domingo, voltou a falar com o bispo, que pediu provas concretas sobre a aparição.

Na terça-feira, 12 de dezembro, João Diego estava indo à cidade quando a Virgem apareceu e o consolou. Em seguida, pediu que ele colhesse flores para ela no alto da colina de Tepeyac. Apesar do frio, ele encontrou lindas flores, que colheu, colocou no seu manto e levou para Nossa Senhora. Ela disse que as entregasse ao bispo como prova da aparição. Diante do bispo, Juan Diego abriu sua túnica, as flores caíram e no tecido apareceu impressa a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe. Tinha, então, cinquenta e sete anos.

Após o milagre de Guadalupe, foi morar numa sala ao lado da capela que acolheu a sagrada imagem, depois de ter passado seus negócios e propriedades ao seu tio. Dedicou o resto de sua vida propagando as aparições aos seus conterrâneos nativos, que se convertiam. Ele amou, profundamente, a santa eucaristia, e obteve uma especial permissão do bispo para receber a comunhão três vezes na semana, um acontecimento bastante raro naqueles dias.

Juan Diego faleceu no dia 30 de maio de 1548, aos setenta e quatro anos, de morte natural.

O papa João Paulo II, durante sua canonização em 2002, designou a festa litúrgica para 9 de dezembro, dia da primeira aparição, e louvou São Juan Diego, pela sua simples fé nutrida pelo catecismo, como um modelo de humildade para todos nós.

São Juan Diego, rogai por nós!

Padre Luizinho,
Comunidade Canção Nova.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Sementes de fé - 08/12/2017

Monsenhor Antônio José de Moraes
Pároco da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Brasil

Nossa Senhora da Imaculada Conceição

Comemoramos a Imaculada Conceição de Nossa Senhora, a Rainha de todos os santos


Nossa Senhora da Imaculada ConceiçãoEsta verdade, reconhecida pela Igreja de Cristo, é muito antiga. Muitos padres e doutores da Igreja oriental, ao exaltarem a grandeza de Maria, Mãe de Deus, usavam expressões como: cheia de graça, lírio da inocência, mais pura que os anjos.

A Igreja ocidental, que sempre muito amou a Santíssima Virgem, tinha uma certa dificuldade para a aceitação do mistério da Imaculada Conceição. Em 1304, o Papa Bento XI reuniu na Universidade de Paris uma assembleia dos doutores mais eminentes em Teologia, para terminar as questões de escola sobre a Imaculada Conceição da Virgem. Foi o franciscano João Duns Escoto quem solucionou a dificuldade ao mostrar que era sumamente conveniente que Deus preservasse Maria do pecado original, pois a Santíssima Virgem era destinada a ser mãe do seu Filho. Isso é possível para a Onipotência de Deus, portanto, o Senhor, de fato, a preservou, antecipando-lhe os frutos da redenção de Cristo.

Rapidamente a doutrina da Imaculada Conceição de Maria, no seio de sua mãe Sant’Ana, foi introduzido no calendário romano. A própria Virgem Maria apareceu em 1830 a Santa Catarina Labouré pedindo que se cunhasse uma medalha com a oração: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”.

No dia 8 de dezembro de 1854, através da bula Ineffabilis Deus do Papa Pio IX, a Igreja oficialmente reconheceu e declarou solenemente como dogma: “Maria isenta do pecado original”.

A própria Virgem Maria, na sua aparição em Lourdes, em 1858, confirmou a definição dogmática e a fé do povo dizendo para Santa Bernadette e para todos nós: “Eu Sou a Imaculada Conceição”.

Nossa Senhora da Imaculada Conceição, rogai por nós!

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Fé, Verdade e Caridade - Serenidade e coragem

Quando Jesus se despediu dos Apóstolos, no final da Última Ceia, já caminhando para a Paixão, fez entrar em seus corações uma lufada de confiança: Como o Pai me ama, assim também eu vos amo. Permanecei no meu amor […]. Eu vos disse isso para que a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria seja completa (Jo 15,9.11).

Ao mesmo tempo, mostrou-lhes que a alegria cristã não é o regozijo ruidoso e oco do mundo, que se acende como um palito de fósforo e se apaga logo depois. Um filho de Deus sabe manter-se sereno e feliz, mesmo no meio das mais duras contradições.

Neste sentido, Jesus anunciou com toda a clareza aos Apóstolos, e aos que iam suceder-lhes, o que deveriam esperar em todos os tempos, até ao fim do mundo:

Se o mundo vos odeia, sabei que primeiro me odiou a mim. Se fôsseis do mundo, o mundo vos amaria como ama o que é seu; mas, porque não sois do mundo, e porque eu vos escolhi do meio do mundo, por isso o mundo vos odeia (Jo 15,18-19).

E acrescentou, pouco depois: Eu vos disse estas coisas para que, em mim, tenhais a paz. No mundo tereis aflições. Mas, tende coragem! Eu venci o mundo (Jo 16,33).

Os católicos fiéis, que conservam uma consciência sensível, não precisam de fazer nenhum esforço para entender que hoje – nestes tempos de agressividade deliberada e escancarada contra a Igreja e o Papa – essas palavras de Cristo são de uma plena atualidade.

Pois bem. No passado dia 29 de junho de 2009, o Papa Bento XVI pronunciou umas palavras de serena coragem e esperança, que são como que um eco das palavras de Jesus na Ceia, que acabamos de citar. Foi na homilia de encerramento do Ano Paulino, na Basílica de São Paulo Extramuros. Uma homilia rica de conteúdo, onde, entre outras coisas, lemos as seguintes considerações:

«No capítulo quarto da Carta aos Efésios, o apóstolo Paulo nos diz que, unidos a Cristo, devemos alcançar a idade adulta, uma humanidade madura [cf. Ef 4, 12-15]. Não podemos continuar a ser “crianças, entregues ao sabor das ondas e levados por todo vento de doutrina” (4,14). Paulo deseja que tenhamos uma fé “responsável”, uma fé “adulta”.

«A palavra “fé adulta”, nos últimos decênios, transformou-se num chavão muito difundido. Com frequência é entendida como a atitude daquele que não escuta a Igreja e os seus pastores, mas escolhe de forma autônoma o que quer crer e não crer, isto é, uma fé “feita por cada um à sua medida”. Isso é interpretado como “coragem”, a coragem de manifestar-se contra o Magistério da Igreja.

«Na realidade, para isso não é precisa coragem nenhuma, porque quem o faz pode ter a certeza de que, por ser contestador, vai receber o aplauso público. Pelo contrário, é necessária coragem para unirmo-nos à fé da Igreja, especialmente quando essa fé contradiz o “esquema” do mundo contemporâneo. A essa falta de conformismo da nossa fé, Paulo a chama “fé adulta”. Pelo contrário, qualifica como infantil o fato e correr atrás dos ventos e das correntes do tempo presente.

«Assim, por exemplo, faz parte dessa fé adulta comprometer-se com a inviolabilidade da vida humana desde o primeiro momento da sua concepção, opondo-se com isso de forma radical ao princípio da violência, precisamente na defesa das criaturas humanas mais vulneráveis. Faz parte da fé adulta reconhecer o matrimônio entre um homem e uma mulher para a vida toda como algo ordenado pelo Criador e restabelecido novamente por Cristo. A fé adulta não se deixa arrastar, de um lado para outro, por qualquer corrente. Opõe-se aos ventos da moda. Sabe que esses ventos não são o sopro do Espírito Santo; sabe que o Espírito de Deus se expressa e se manifesta na comunhão com Jesus Cristo…».

Meditemos essas palavras do Papa, bem atuais. E não esqueçamos nunca que a comunhão com Jesus Cristo exige, por querer de Deus, comunhão com a sua Igreja: Quem vos escuta – declarou Jesus aos Apóstolos –, é a mim que está escutando; e quem vos despreza, é a mim que está desprezando (Lc 10,16). Sem união com a “sua Igreja”, não pode haver união com Nosso Senhor.

Pe. Francisco faus

Sementes de fé - 07/12/2017

Monsenhor Antônio José de Moraes
Pároco da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Brasil

Santo Ambrósio - Bispo e Doutor da Igreja

Santo Ambrósio, usou as qualidades de organizador e administrador para o bem da Igreja


Hoje fazemos memória em toda a Igreja de Santo Ambrósio, Bispo e Doutor da Igreja. De nobre e distinta família romana, nasceu provavelmente em 339, em Tréviros, onde seu pai exercia o cargo de prefeito das Gálias. A mãe ficou viúva muito cedo e voltou a Roma com três filhos: Marcelina, que se consagrou a Deus e tomou o véu das virgens; Sátiro, que morreu em 378, depois de exercer altos cargos do Estado; e Ambrósio, o último, que seguiu a carreira diplomática, tradicional na família. Ambrósio desde cedo aprendeu a alimentar as virtudes cívicas e morais, ao ponto de ter sido governador da Emília, do Lácio e de Milão, antes de ser Bispo. Estudou Direito antes de estudar Teologia.

A mãe de Ambrósio devia ser cristã praticante e generosa. O Papa Libério (352-366) impôs pessoalmente o véu à filha dela, Marcelina, e parece que visitava a casa da nobre senhora romana. Todos da família beijavam a mão de Libério. Ambrósio, ainda criança, depois de se despedir do Pontífice, tratou de imitá-lo e estendeu a mão aos criados e à irmã, para que a beijassem. Marcelina recusou-a com bons modos mas ele respondia: “Não sabes que eu também hei-de ser Bispo?” Dizia então Ambrósio, por brincadeira, mais do que sabia. No entanto, era para isso que a Divina Providência o destinava. Ambrósio era governador de Milão. Com a morte do Bispo de Milão, chamado Ariano, Ambrósio foi para a eleição do novo Bispo, a fim de evitar grandes conflitos. Em meio a confusão, de repente uma criança grita: “Ambrósio, Bispo!”. O Clero e o povo aderiu e todos aclamaram: “Queremos Ambrósio Bispo!”. O povo teve que teimar durante uma semana, até que vendo nisto a voz de Deus, Ambrósio que ocupava alto cargo no Império Romano e somente era catecúmeno, cedeu a vontade do Senhor. O 1° Concílio de Niceia (325) tinha proibido que subisse ao Episcopado qualquer neófito. Mas o Papa e o Imperador aprovaram a eleição. Depois de batizado, foi ordenado sacerdote e logo em seguida Bispo de Milão. Tudo isso no ano de 374.

Providencialmente usou as qualidades de organizador e administrador para o bem da Igreja, podendo assim atuar no campo pastoral, político, doutrinal, litúrgico, ao ponto de merecer o título de grande Doutor e Padre do Cristianismo no Ocidente. Sua figura política ficou marcante, principalmente quando aplicou ao Imperador uma dura penitência pública comum, pois teria Teodósio consentido uma invasão à cidade de Tessalônica, que resultou na morte de muitos. À Imperatriz Justina, que desejou restaurar a estátua da deusa Vitória, opôs-se valentemente enquanto viveu. Santo Ambrósio, como homem de Deus, partilhou sua riqueza material e espiritual com o povo; jejuava sempre; pai carinhoso e tão grande orador que teve papel importante na conversão de Santo Agostinho. Deixou muitos escritos e morreu com 60 anos no ano de 397, após 23 anos de serviço ao seu amado Cristo, com estas palavras: “Não vivi de tal modo que tenha vergonha de continuar vivendo; mas não tenho medo de morrer, porque temos um Senhor que é bom”.

Santo Ambrósio, rogai por nós!

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